Olhos de promessas, fianças e ventura;
Olhos de ternura permanente e definitiva, garantidores de serena e duradoura paz;
Olhos de mistério e de clareza;
Embriagadores olhos que avistei um dia por acaso;
Arrebatadores olhos que me seduziram à fortuna de me terem cativado;
Olhos faiscantes de candura e desafio, pedras preciosas e raras;
Olhos que penetram meus olhos até o desconcerto e a estupefação;
Nada há que se compare na natureza ou no sonho à utopia dos teus olhos;
Olhos inquietos de malícia e mansos de esperança;
Olhos de romance e de poema;
Olhos de aventura e de recato;
Como pude emaranhar-me nestes olhos, a ponto de me tornar peregrino de sua luz?
Olhos que nunca irei fartar-me, que me arrancaram para sempre do tédio
E tornaram minha existência vibrátil como um pássaro que se joga no espaço oferecido;
lhos como a criação jamais ousou plasmas assim tão belos;
Olhos de melodia suprema;
Olhos de dons jamais imaginados... Irreais e concretos;
Olhos que socorreram e curaram a minha incerteza e meu desespero;
Olhos salvadores que me surgiram quando todas as minhas forças já quase desfaleciam;
Revigorantes olhos da minha regeneração,
Dando novo e empolgante sentido à minha vida que já cambaleava;
Olhos do meu refúgio;
Olhos do meu cais;
Olhos da minha vinda e da minha volta;
Olhos desanimadores da minha despedida, fiadores da minha realização;
Não posso crer que apareceram quando minha vida se tornava cada vez menos apetecida;
Olhos capazes de me fazer esquecer e renunciar a todos os meus outros valores;
Insuperáveis olhos que só agora me fazem sentir, pela primeira vez, uma mulher completa;
Que se desvincilhou do vazio de antes do avistar e do compreender desses olhos de divino fulgor;
eis me aqui, para sempre e irremediavelmente só tendo olhos para estes teus olhos, querido, amado, homem da minha vida.
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